Sevandija

E SE a salvação - com S maiúsculo de senhor, sexo, soldado e solidão - vier suja de dormir na rua, fedendo a mijo, febre, fumaça e álcool, olhando com cara de nojo pro cheiro de lavanda da tonelada de Bom Ar que disfarça a pouca bosta que você é, ela AINDA vai ser a salvação?

Sobrevivência do Mais Apto a Correr Antes

Cabeça vazia é a oficina do diabo, mas a cabeça cheia de tudo que é nada é coisa fina, tipo o MARTELINHO DE OURO do Cão! E todos nós nos espantamos - digo eu com voz de você - com a quantidade de gente disposta a jogar bafo com bilhete premiado.

- Hey, é o único jogo que tem nessa cidade!

O pensamento vivo de Bodie Broadus



- Estes são os peões. São como os soldados. Eles andam assim. Apenas uma casa de cada vez, exceto quando lutam. Eles são a linha de frente, partem para o campo.
- Como se torna um rei?
- Não é desse jeito. Olha. O rei é sempre o rei, certo? Todos dependem dele, exceto os peões. Agora se um peão conseguir chegar do outro lado do tabuleiro, ele pode ser uma rainha. E como eu disse, a rainha não é nenhuma biscate. Ela se movimenta pra todo lado.
- Está bem, então...Se eu chegar do outro lado, ganho?
- Se encurralar o rei do outro, ai é que ganha.
- Mas se chegar do outro lado, viro chefão.
- Não, não é assim, olha. Os peões cara, no jogo, morrem depressa. Eles saem do jogo mais cedo.
- A não ser que sejam espertos pra caralho.

- Tenho feito isso há muito tempo. Nunca disse nada pra nenhum tira. Eu me sinto velho, tô nisso desde que eu tinha 13 anos. Nunca errei nenhuma conta, nunca roubei produto, nem fiz nada que não me mandassem fazer. Sempre fui direito. Mas o que eu ganho? Acha que se a merda feder pra mim, eles vão dizer: "Pô, é o Bodie. Ele é firmeza. Temos que pagar um advogado e a fiança." Eles querem que eu fique do lado deles, mas cadê eles, quando deviam tá do nosso lado? Quando a merda fede, e tudo vai pro inferno, cadê eles? Esse jogo é uma trapaça, cara. Somos feito umas vadiazinhas num tabuleiro.
- Peões.

ROYAL HEAD WALK


"Cavalheiros, a vida é breve... Se vivemos, vivemos para andar sobre a cabeça de reis." Shakespeare (Henrique IV)

Nem tão super nova

Horóscopo de sexta: o universo, grande pra cacete, estará alheio ao que você fizer ou deixar de fazer - o que não o impede do mesmo te zoar caso valha a pena. Marte se alinha com Vênus em uma conjunção galática conhecida como PACAU, obstruindo a vista dos astros para o pálido ponto azul c̶h̶a̶p̶a̶d̶o̶̶ de Sagan. Aproveite o zodíaco fazendo a egípcia e meta a bica em algo que mereça ser chutado - ainda que seja sua própria bunda.

Ô fia!


Já achei que a raiva era forte o suficiente pra começar um incêndio. Depois, para acender um cigarro. Hoje acho que tá mais pra uma luz de tela de celular. Nesse campo - #nãomanja -  conto também com 13 amuletos CONTRA qualquer tipo de superstição, todos funcionando muito bem para alimentar meu desespero cético e tristemente racional.

you blink and you look like hell

E a profecia dos Maias (Tim, Eça de Queiroz (sic), Lúcio) diz que um deus moleque - o equivalente ao SACI no panteão galáctico - pegará a Terra como bolinha de gude pra jogar BULICO em um buraco negro, OBLITERANDO qualquer patifaria pretensiosa da crosta terrestre. Tenho pouco ou nada a ver com jogos divinos ÀS GANHAS, sou horrivelmente humano indo de um rabisco a outro fazendo careta e rindo alto com a cabeça levemente inclinada pra trás quando me APRAZ. Pessoalmente, prefiro as previsões que envolvem números redondos, naipe Nostradamus e seu pote de d̶r̶o̶g̶a̶s̶ERVAS ADIVINHATÓRIAS. Nomá, que sé yo, boludo? Que a bola branca vá pra caçapa junto com a oito e desce mais uma ficha pra melhor de 3.



Ceci n'est pas une BRISA


Não tem glamour de uma estação no inferno, meu bom jovem - pra virar alcatra na grelha de Satã é necessário mais talento, mais audácia, mais francês fluente. O céu vermelho não é o apocalipse que te faria a última entre as gerações, é só um flerte entre o calor insuportável do trópico (esse sim infernal) e o prisma maldito de uma crosta voadora de poluição. A lentilha pra engolir antes das resoluções de fim de ano que, se derem certo, não vão mudar nada, estarão lá te esperando de roupa branca e sorriso amarelo. Numa adoração com gosto de arapuca, convocamos os deuses para a terra para lhes dar o agridoce gosto da banalidade, vestindo-os de gente sem graça e superando-os por ter mais experiência nesse campo.

GREEN LIGHT, GREEN MIND

O AVISO é o mesmo que sempre vem de antemão: é coisa típica de gente esquisita de jeito estranho, que tropeça por aí com a alma olhando o corpo de SOSLAIO, e o corpo não batendo com a roupa, e a roupa fazendo stage dive na cara da sociedade. MAS dá também pra esquecer isso tudo no bolso de uma calça que vai direto pro cesto pra lavar. Porque é mais fácil e tranquilo meter o dedo na ferida - a dor conhecida é companheira também, como não? - do que a mão na consciência (sem massagem, jão) e o ouvido no coração (eletrocardiograma auricular). Por aqui já reclamei, já conjurei, já quase cai e já esqueci; chegou a hora do silêncio-sorriso de gratidão, da euforia do abraço preguiçoso e do olho com luz própria só pra imitar o raio verde.

I kneel before the green light
Of her singing crayon eyes
And then I kiss her stomach
And it's then I realize:
Her light is the night
I'm not blind, I believe in you
I see a green light
I see a green light
I see a green light


things change overnight


31 flavors



Eu luto (e o meu luto de camisa preta do Black Sabbath)  pela feição TRUE dos meus desenhos, meio que um Gepeto de madeira  tentando uma criação de tudo QUE NÃO carne, tudo menos carne. O ser, o saber, o foder - what urge will save us now? O inquisidor  tenta arrancar verdade entre pedaços questionando um ponto de interrogação e está mais preparado pra morrer do que pra matar.

Já de camiseta trocada, ele apara a barba e sente o ar frio na cara, suave como um tapa consentido previamente. O amargor do café atropela a doçura do chocolate na boca um sorriso que antecede uma satisfação desbocada – um puta que pariu positivo – se forma. O silêncio de dentro balança antes de se balancear com o ruído de fora. Distraído, ele nem
 ouve uma voz grave que é chutada pelo pé de vento: - "Come on,chicken" she laughs and we go in and stand with the icecream people.None of them are cursing or threatening the clerks. There seem to be no hangovers or grievances.
 

corridão a assobios




O silêncio intelectual faz arruaça, mas não o bastante pra sequer arranhar a quietude monolítica, um cobertor translúcido cinza claro de trama larga que cobre tudo e garante que a paz do céu seja mantida APESAR de tudo que acontece por debaixo dos panos.

O ouvido se compadece da boca, obrigada a cuspir  impropérios contra a tirania dos verbos, a palavra que devia  ser seu domínio sobre o mundo agora é acompanhada por um sonoro PFFFFF. A boca sente pena desses pobres diabos em forma de orelhas, uma antena parabólica infernal condenada a ouvir o que não quer em um purgatório acústico que só faz duplicar os pecados sem nunca mencionar salvação.

Tá lá um corpo estendido no chão!

entre as poças da vida


A ideia foi anotada já meio morta, não pra ser lembrada depois e sim pra ter certeza de se livrar daquele peso de uma vez por todas!E que se transforme toda essa prosa furada em um almoxarifado mental que F A T A L M E N T E padecerá em uma queima de arquivos e neurônios. Tal proceder moribundo foi DESOVADO com requintes de crueldade, sendo reconhecido apenas por marca de nascença.

Elevator Wit




Minha cabeça está cheia de gente que nunca existiu, sussurando aos berros vidas e obras eternas por falar gritando com o silêncio presente em todos nós. Seus autores, gigantes em seu desterro por serem tão pequenos e tão menores que tudo aquilo sentido e concebido do interior para o infinito, sofrendo as dores do parto de mundos que não existem apenas por simples detalhes, sejam esses detalhes a perfeição de ritmo, da loucura vivida ou da virtude sonhada. A vida é anedota ongoing em prosa cuspida e escarrada.


Num raro momento de lógica nessas linhas (a sinceridade é amiga, mas a coerência sempre fugiu do meu lápis como um diabo medroso foge de uma cruz banhada em água benta) digo no meu próprio ouvido, em bom tom e sem confete: desenho a vida em garranchos sem precisão - meus herois tem na arte sua espada, eu só tenho desculpas e sorrisos de canto de boca - e desfio textos que são como atestados autenticados de falta de como proceder perante as letras. Sem trunfo nem fator mutante, sorrio quando percebo quanta suadeira é necessária pra manter no mínimo uma postura reta e uma mente clara.

olhar meio blasé (caolho)

desenhar olhos = cliché



Confiro de janela a RODA VIVA que gira piões e mundos.. Ela tenta me dizer alguma coisa que sou burro demais pra entender, algo como um ciclo bem redondinho de vida e morte, a dificuldade de encontrar a tangência e o ponto médio, e a enorme possibilidade de renascer como um grande e gordo BOMBAIM em outro tempo. Na verdade, ACHO EU que é questão de desaprender algumas coisas, como a regra da ordem das operações matemáticas, que sempre deixa a subtração por último. Não dá pra aprender a diminuir antes de tentar somar ou temos que empilhar sinais de mais até o alto do pé direito? Ou desatentar para o que quer porque quer nos chamar a atenção na marra. SE BEM QUE subtração e desatenção são os melhores conselhos que eu posso dar, e isso pode não servir a ninguém, mas diz muito de mim.

Esqueça o verniz social, dê uma chance ao SOLVENTE nas relações em que exigem mais tinner do que bons modos. A cortina sobe e o ato é de um Nosferatu moderno que queima de desgosto por ver seus pares vampirescos brilhando feito pisca-piscas de um natal desgraçado ao invés de arder com dignidade sob o sol. A palavra de J.C é sábia e diz que isso é um trabalho para o AQUÉM, não o além. Abraço!

Olhaí

What you get and what you see


Eu até tentei, juro, ser coroado como o
famigerado Rei De Mim, mas a província
em questão deu de ombros e disse:
"Mim quem, cara pálida?"
Fiz as contas, contei mais cicatrizes que
vitórias e deixei baixo. Pra que ser soberano
de uma alegria fantoche se meu sorriso faz
parede e está aberto sem corda ou roldana? 


Toda vela rumo à borda do mundo, meus
caros bucaneiros! Tão falada, tão cantada e nunca
vista, mas ainda assim mais segura que esse mar que,
TREMENDO, sequer cogita notar presença alguma.
Entre a cruz e a água benta, embrulhe seus problemas
 em sonhos. 

Cave! Cave!



Olhos bem abertos e espertos às fendas da mão que cobre a
 cara que não quer ver pra morrer de curiosidade, fica a
 pergunta: tu quer o teu nome gravado com letras de VELUDO
 COTELÊ nas páginas da história, um relato fofo e confortável
 de como é que se faz? Escute o reverendo:


A mão em carne viva e o sorriso imbatível & abatido 
é a honra ao mérito do remador que só aceitar ser encontrado 
boiando rio acima. O realismo mágico vive, só não é assunto 
pras pupilas saírem caçando por aí.

trato!

não o que é visto


Será  digna de HOORAY! a manha de ir fazendo as coisas meio que 
no susto, toda essa linha reta que depende de paredes em volta para
ir catando cavacos e caindo pelas tabelas? O dom de prever um
dejà vu só estraga a surpresa, além de não servir pra grandes coisas.


Eu poderia jurar que vi um mendigo de sucesso usando um sabre
 de luz como bengala só de zombaria, como se a força fosse pros fracos.
 Se me pedirem pra estender o juramento até onde a miopia alcança,
 eu juro de pé junto (sic) que passei uma vida curta bem vivida e mal
 dormida no ônibus essa manhã antes de escrever toda essa bobagem
 que vos fala (falha?). Complicado.

He acts the hero. We paint a zero.

muppet


Não tá calor, mas não faz frio. E o morno, segundo
o livro sagrado, é cuspido pelas altas patentes. Tudo
pronto para se virar no escarro celeste? É assim que se
 adquire aquela normalidade tão esquisita que acaba exigindo
 um gole de cicuta vez ou outra para acalmar a tremedeira?

Então feche o corpo com tatuagens, feche a cara
com desdém, feche a porta e a janela sem convidar
o mundo pra entrar - só não vá perder o seu molho
de chaves e mantenha-se sóbrio o suficiente para
acertar a fechadura. Fechado?

I drive

 
say wha?

Eu achei que sabia, depois duvidei e agora pode ser assim
mesmo - vem pro pé! Uma geração inteira me dá sinal de nada,
mas chamo pra mim sem intenção de fugir. A barra está pesada,
mas topo a parada, não sou corredor.


O brado do bravo permaneceu quieto por ter
 medo ATÉ de gritar? Que não seja o caso! A mão
é ruim, mas o sorriso é largo e o peito ainda
 infla: o facão brilhará até deixar a glória
 vermelha com tamanha cara de pau.

the searchers

hangin'


Hoje iluminaremos a noite à moda antiga: o
geocentrismo pessoal foi considerado culpado e
queimado na fogueira! Ainda que todas borradas
com cores próprias, sai do peito e vai pro papel
as linhas gerais que não conseguiram fugir a tempo.
E a estranheza no olhar, olhe só, é cortesia da casa.


E a valentia final, quando o protagonista dá
meia volta da fuga e encara sua própria falta
de heroísmo? Tá todo mundo pronto? Que
arriscar se perder pra tentar se achar seja
a bravura maior! (mesmo que seja sob os olhos
desse céu sem cor que desconhece e/ou ignora
qualquer tipo de solução)

you blinked

espoleta


C'MON, quem será o primeiro cowboy com
muita razão e pouco coração a dar o primeiro
talagaço pra começarmos a beber em honra ao
heroi póstumo que ainda vive? O mundo é feito
de pequenas histórias, não de átomos.


Uma boca cheio de escárnio e querendo provar
sangue diz: That's the point: that is no point! e se
silencia na expectativa de poder estar certo. Só que
não se procura ponto antes do fim de frase, meu guri!
Mas não tenha muita pressa, vá tentando devagar.
Só não vá se...
ah, esquece.

remo ri a rômulo

de rolê pela quebrada, encontro com a má sorte.


Mas ah, bicho! Essa lua assim redondinha e morrendo
de rir das minhas arestas sem aparar, uma grande LAMPARINA
bem feita por ninguém só de bonito, me dá vontade de entender
o que não captei pra sair por aí contando o que não sei. Me dá
vontade de ficar na rua até adquirir de algum jeito streetwise
suficiente pra voltar pra casa sem levar desaforos. Me dá
vontade de uivar e... mentira, uivar não, né! Manterei meus
ganidos baixinhos e escritos entre um gole de cerveja e
uma vida que segue logo ali.


Na sombra da luz escura (?) do luar, vivos e mortos
se alternam com empurrões e tropeços ao pé do ouvido.
Todos com algo a falar, desde alguns que tiram mundos
da ponta de uma caneta até outros que sopram o
encanto do universo junto com o hálito, todos com
entendimento e paciência no olhar.

a hora chora

o dia xinga
o mês cala
o ano entende
a vida faz graça
o tempo...que?

O medo tremeu na base, deu no pé e deixou uma pista no seu rastro:

Valiente no naces, te haces.

polaroid metafísica

porque nó na garganta é para os fracos!


Curso: especialização em ficar pensando em coisas que
não podem ser resolvida por pensamento e, nesse tempo gasto
olhando pro nada, fazer o café que é segurado na mão direita
(ou canhota, conforme o caso) esfrie a ponto de ser tragado com uma
careta que acuse o golpe. Crença: Essa coisa de se fazer tudo esperando
nada ainda vai nos levar além - o rito pagão do olhar sincero e
coração cheio é a mandinga maior.



Enquanto isso, na linha de frente, um general afônico encoraja
uma tropa apavorada na base da MÍMICA, gesticulando algo
equivalente a: “Avante, cabeça e entranhas unidos na medida do
possível. Caminharemos entre muitas perguntas e poucas respostas,
sempre tentando vencer o que não pode ser batido por não estar
em disputa. Não escaparemos do pó, e é por ele e entre ele que
faremos tudo isso. Desde já afirmo que foi um prazer, não importa
o desfecho. Venceremos! Ainda que não de um jeito que possa
ser entendido."

A Vingança dos Cafés com Leite

tá, esse nem eu entendi.


Dois pra cá, dois pra lá e xiii... Se perdi a noção,
o ritmo e a piada, a calma faço questão de manter.
Amarrada no FURA BOLO, uma fita que serve
de alerta: lembre-se de me esquecer.



Sabe a tranquilidade que o solo ensina
pra quem tem los cojones de se esticar no
chão e rir do próprio tombo? Afinal, a água une
todos os afogados, gostem eles disso ou não.
TÃ-TAM! - fim de tango, minha gente.

Abre-te, sésamo

visto


É AQUELA COISA: se não faz jus ao silêncio,
deixa o quieto cantar e sambar com cara de quem
é bom ouvinte. Num erro de diagramação, a resposta
veio antes da pergunta e deixou tudo confuso, uma
mera questão de bad timing e reflexão reversa. Tudo
o mais corre na semelhança à história do Rei que
trocou seu reino por um PANGARÉ antes de perceber
que não gostava de cavalgar, acabando por descobrir
sua vocação peripatética. Mas hey! entenda que a intenção
era se livrar da coroa e não arranjar montaria, certo?
Afinal, é um conto de majestade, não de bobo da corte.


No princípio era o verbo, mas como sou teimoso
conjugo e CONJURO na forma escrita minha espécie
de MANDINGA, um bem necessário pra alguém que
é supersticioso só por curiosidade. Essa chuva, meu suor
e o verão hão de se transformar em elementos do pacto que
nada promete pra nada cumprir, deixando apenas a segurança
que algum tipo de TRATO foi feito. No mais, só tenho a
agradecer por toda vez que o sorriso riu da minha vontade
de chorar. Para todos que vagam sem estar perdidos, o
sumiço da trilha é um CONVITE para novos caminhos.

vos sos de la B

solve et coagula


Se liga no naipe de espantalho FREELANCER, mó
cara de plano B de variáveis A's. Conta o tempo e
se atrasa, conta as bençãos e se maldiz. Evita o mofo
e velhos desconhecidos (que também fogem, por sua
vez). A vida é cheia de som - altos falantes automotivos
com música ruim e alta - e fúria - não é o fundo do
poço, no máximo da POÇA.


E não adianta chamar o universo na chincha, camarada.
Não se aposta contra o infinito - até porque, se tu ganhar,
quem vai até lá cobrar? O caminho daqui para todo o
sempre é pavimentado com sangue, suor e lágrimas,
mas o REJUNTE disso tudo é durepoxi e silver tape.

Tudo Acontece. Devagar

you say love is the answer, but what the fuck is the question?


E olhou pra tudo novamente, agora com um olhar de
ESCALÍMETRO capaz de conferir à toda coisa a
PEQUENEZA ou PEQUENICE devida. Reduziu todas as
grandes questões ao alcance das mãos, na largura de um
abraço que DEVERIA poder livrar a terra de todos os
males. Mas opa! achou melhor parar por ali. Teve medo da
REAÇÃO EM CADEIA que poderia causar, culminando em
desgraça, moléstia, terapia do amor e ESCOLA DO RISO.
Ora, te atina, vivente! É o sorriso ANCESTRAL ecoando que
TE pratica. Sing alleluia on high, sing alleluia on high.


As defesas naturais do organismo, em casos extremos
que o filho chora e mãe também, costumam enveredar
o sujeito para a formação de um ONE MAN ARMY com
instruções claras para lutar até o último homem. Cria-se
assim uma disciplina militar especializada em cair ferido
sem fazer alarde. Sing a lullaby to wake me, a lullaby
to wake me.

pêssanka cósmica



escrito nas estrelas o caralho, meu nome é TETÊ.


Um AÊ! pra todos que já tiveram um sonho
PIRATA e acordaram na urgência de jogar ao
mar todo peso extra que possa atrasar a
chegada ao horizonte, onde AÍ SIM! todo som
será de mar e todo gole será de RUM, sentados
na beira do fim do mundo guardando um baú de
VELUDO como tesouro simbólico.


Coisa triste é palestrar sobre a alma tendo como
interessado apenas o TINHOSO, direto do meio desse
amontoado de corpos cultivados numa torre de babel VIVA.
O manual de boas maneiras corrente (por direito escrito
nas paredes de um banheiro público) adverte: se preciso,
arranque seu coração (kill the messenger!), meta num
ESPETO e venda falando que é CARNE DE GATO.
Mas não o entregue de graça, por medo ou por preço
algum. Confie na sorte dos bobos e tente sair
sorrindo quando vier o FLASH!

Num rufo

vai reclamar com o bispo


Venho por meio desta (com algum atraso e várias
espreguiçadas) tentar amarrar com meras palavras
tudo isso que tem bastante a ver com o ar e pouco a ver
comigo, que sou mais ligado à LAMA. Na graça (sem gracinha)
e em nome da cafeína e disso que une a todos (pra mim, visto
daqui, parece uma névoa. mas tu pode chamar como quiser).
Sempre à beira do abismo, nunca à beira do choro
(mentira, pura licença poética).


Pra essa gente que vai no sorriso e volta na
tristeza, o gosto é esse mesmo, agridoce com um QUÊ
de bafo matinal. Como tudo que podia ser e não é,
por tudo Tudo TUDO que esteve perto de nunca ser e taí.

Tomou a sombra pelo corpo. Lamentável.

papelão!


Grito e gesticulo, tentando consertar feito um
FLANELINHA o posicionamento do escrete em campo.
O sistema ofensivo divaga, olha para o nada e ri. Prefere
não fazê-lo, sabe como? Não vê sentido na finalização e
aceita ser marcado pela natureza e nada mais. Já o esquema
defensivo é mais preocupante: se vê logo que está condenado
a ser driblado eternamente pela VIDA, calculando errado o
quique da bola e levando chapéu do ACASO. A cara já não fica
mais vermelha de vergonha, é normal. Acontece.


Apesar de tudo, há a GARRA, ainda que com
cheiro de bravata. Impressiona a capacidade do prédio tão
pouco imponente se manter em pé e com a fachada intacta
enquanto é consumido por violento incêndio. Assombra
a vocação ofensiva do meio campo composto de 4 volantes
de contenção posicionados em ferrolho. Assusta a bandeira que
se mantém no alto do mastro apesar do horror, do horror.
Se nada der certo, mintam por aí que eu tentei.

escolinha dominical

descrito


alto lá, cara pálida. mais um passo e você atravessará a
linha imaginária tracejada no AR que garante que sua
vida acabará em morte! MUAH HA HA! as maldições
já não são mais as mesmas desde que as Nornas
contrataram uma estagiária de ciências contábeis que
costuma tecer com o óculos na ponta do nariz.


um grande HOORAY para tudo que é incontrolável,
inesperado e imprevisível, quando o destino GURI lança
os dados NO tabuleiro em pleno ápice do jogo, espalhando
todas as peças sem remédio. toda essa necessidade do
presente em ter futuro é mecânica, enquanto o sorriso
envergonhado mas de boca inteira (ainda que amarelo)
é uma grife maldita.

unfit

diabo rico


Mas ah! rapaz, vê se engole esse sorriso não definido.
Com esse coração assim à mostra, o melhor que pode
te acontecer é sangrar até morrer e poupar tua cara
de ficar vermelha por motivos que só importam a você,
sejam de amor ou de raiva.


A cabeça anda bem, apesar da aposta de todos
que os miolos acabarão sendo raspados de uma
parede qualquer dia desses. Os pés vão indo,
já se acostumaram com o chão ausente e confiam
na força dos ombros (que juram carregar mundos)
para se manter num mundo onde nada dá pé.
O que pega é que o demônio é VISCERAL. Mas
não façamos grande caso: a nuvem densa que
pairava já se vai, deixando o céu livre pra brilhar.

Nah!

a troco de nada.


Corra em linhas retas com vocação para tortas, tudo
veloz o suficiente pra borrar a paisagem e remixar
todos os gritos de alegria e dor num zumbido surdo
que diz NÃO PARE! Porque pau que bate em Chico
bate em JEREMIAS e ainda serve pra jogar BETS.


Provei um pouco do meu próprio veneno, arrancado
das minhas quelíceras na base do JOELHAÇO!
Lacrimejo enquanto meu fígado tenta puxar o coração
pra baixo ao perceber a ordem que a FONTE passa ao
corpo submisso: bato na mesa, engrosso a voz e mando:
- Que diabo, amigo! Desce mais duas!
A vida é cheia de som, fúria e overacting mambembe.

Rainha Chance, a Segunda

descendo pro mar do desgosto de boia.


Na porta do armário da despensa, um papel com uma
rígida disciplina escrita em negrito sublinhado contendo
o passo a passo de uma dieta à base de CHIBATA que,
se tudo der certo, criará uma carapaça para combater
todo e qualquer tipo de tapinha nas costas. Se seguida
à risca, cobrirá boa parte do corpo sem nunca
se aproximar do rosto. A cara fica exposta pra apanhar.


Ainda no viés anatômico, hay que llenar el corazón,
ainda que o mesmo, por sua natureza PULSANTE, insista
em expelir o que lhe enchia momentos antes. Triste sina
do ouroboro bêbado: acha que viu sua cauda de relance,
mas tropeça no arranque e nunca a pegará. Oremos!

I'm not your legal type of fella

pondo-se pra fora daqui.


Calma! que não há de ser nada. Todas nossas
cargas de cavalaria aguante y adelante atacando
ninhos de metralhadora há de ser história, ainda
que na linha cronológica do absurdo.


Nessa guerra fria entre as duas linhagens
reais duma terra em que ninguém se mexe
na esperança de chegar a algum lugar, se
atravessa o inverno por hábito, nunca por
simpatia à primavera.

à faca!

holiday! celebrate!


Na primeira tentativa de salvar o dia designado
a passar em silêncio, partiu ao sol para pensar
com mais clareza (unh? unh?) no que se vai numa
volta de mão pra nunca mais voltar. Acabou analisando
superficialmente o desporto sulamericano enquanto
representante de caráter.



Na segunda carga, baixou a guarda e
escutou atento histórias e trilhas sonoras
datadas de alguns janeiros atrás, quase
a mesma quantia que conseguia lembrar.
Viu o sol posto, se espantou com a própria
TONTICE e pressentiu o vento quieto e morno
da última que soará. Mas não agora, não ainda.
Hoje é dia de levar no peito e na BIRRA,
ainda que à unha. De qualquer jeito, o azar
diluído e algum descaso pelo mesmo em vapor
pesará o ar logo mais, seja a contento de todos
ou intercalando maldições.

bark at the moon



Contemplem a nova modalidade do outono/inverno: o
ventriloquismo SOCIAL. Consiste em fazer os outros
falarem o que não é interessante ser vinculado à sua boca,
evitando constrangimentos e possíveis culpas católicas
apostólicas romanas & ortodoxas. Não foi falado, mas foi
ouvido. A boca não mexeu, mas cordas vocais vibraram
em outra garganta que, LARANJA, pagará o pato.


O que eu sei é que não se pode ter moleira
dura e, se possível, encarar o amanhã com
a benção da tiromancia. Se bem que EU, o
sujeito da frase anterior, estou sempre atrasado
e sem intenção de saber o horário corrente nessa vida
que é o intervalo entre a encarnação passada de um
caracol ASTUTO e a futura vida dum GUAIPECA lobo
solitário pero uivador.

so I bear that burden, throw it on my back

you could learn from the stars that fall outta the sky


a) derrotado por ampla maioria.
Sem entranhas dignas de um soldado acostumado
com trincheiras e morteiros, pode tirar a penteadeira
(pior móvel!) do miocárdio e prospectá-la em
regiões menos agraciadas pelo sol.


b) o procedimento no latido
Você não estava lá assim como eu não estou aqui,
como eu não estou nem aí. Agora é tarde, a beleza já me
deu tchau e bença e foi pastar em prados mais verdes.
Hoje, quando citada, já tem cara e jeito de anedota de
pescador - a glória maior que sempre escorrega pelos
dedos e mergulha pra nunca mais ser vista.